Paris comemora o 14 de julho pensando na final da Copa da Rússia

As Forças Armadas francesas comemoraram neste sábado o 14 de Julho, dia de festa nacional, desfilando pela Avenida dos Campos Elíseos de Paris, com os franceses na expectativa de prolongar os festejos com uma vitória na final no domingo da Copa do Mundo da Rússia-2018 contra a Croácia.

O presidente francês Emmanuel Macron, em seu segundo desfile depois de ser eleito, em maio de 2017, abriu o cortejo cruzando a famosa avenida parisiense a bordo de um jipe militar até a tribuna presidencial na Praça da Concórdia.

Sob um sol radiante, milhares de pessoas assistiram ao espetáculo agitando bandeirinhas francesas.

Entre eles eles, muitos turistas, como uma família vietnamita.

"Viemos porque ouvimos falar que era a melhor parada militar do mundo", explicou à AFP Koi, de 40 anos, junto à esposa Ngoc e seus dois filhos.

O desfile foi realizado sob fortes medidas de segurança. Cerca de 12.000 agentes foram mobilizados na capital e na região parisiense tanto para a festa nacional quanto para a partido de domingo.

No ano passado, o presidente americano Donald Trump foi o convidado de honra. Dessa vez, foram o primeiro-ministro de Singapura, Hsien Loong, e o ministro das Relações Exteriores japonês, Taro Kono, que tiveram essa honra, em um contexto no qual a França quer reforçar os laços militares na região Ásia-Pacífico.

Sessenta e quatro aviões cruzaram o céu parisiense, entre eles os Alphajet da prestigiosa Patrulha da França, levando três feridos de guerra das Forças Especiais a bordo.

Durante a exibição, ocorreu um pequeno erro nas cores da bandeira francesa e um dos nove aparelhos soltou fumaça vermelha, no lugar da azul, como era previsto.

Também houve uma leve colisão durante uma coreografia entre motoristas e cavaleiros, quando se encontravam bem na frente do presidente.

- Homenagem especial -

Esta edição prestou uma homenagem especial às unidades enviadas para socorrer as populações locais depois da passagem devastadora, em setembro passado, dos furacões Irma e Maria pelas Antilhas francesas.

Em outra homenagem, os alunos da Escola de Oficiais da Gendarmeria Nacional batizaram sua promoção com o nome de Arnaud Beltrame, para recordar o coronel morto por um jihadista em março, quando se ofereceu para substituir um refém em um supermercado em Trèbes, sul do país.

No total, 4.290 militares, 220 veículos, 250 cavalos, 64 aviões e 30 helicópteros participaram no desfile este ano, organizado a partir do tema "fraternidade das armas".

No desfile, participaram policiais espanhóis, tanques belgas e um A400M alemão.

O tradicional desfile de 14 de Julho "é uma demonstração de força controlada, que supera a simples comemoração", declarou o chefe do Estado-Maior, o general François Lecointre.

Lecointre assumiu o posto há um ano, depois da demissão de seu antecessor, o general Pierre de Villiers, que entrou em conflito com Macron por estar em desacordo com os cortes orçamentários.

Um ano mais tarde, a relação de Macron com o exército parece mais distendida, ainda mais que o chefe de Estado promulgou a Lei de Programação Militar 2019-2025, que prevê cerca de 300 bilhões de euros para a defesa, chegando a 2% do PIB, dentro de sete anos.

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