Jornalista é assassinado em comunidade indígena do leste do México

José Guadalupe Chan, repórter da revista digital Playa News, do estado mexicano de Quintana Roo (leste), foi assassinado a tiros - informaram neste sábado (30) a Promotoria e o veículo para o qual ele trabalhava, elevando para seis o total de jornalistas assassinados no México em 2018.

Chan estava em um bar da comunidade indígena de Felipe Carrillo Puerto, quando foi atacado por um desconhecido. "A causa da morte foi por impactos de bala", declarou a Promotoria de Quintana Roo em um comunicado.

Um amigo de Chan que estava no local do homicídio relatou para o semanário que o agressor entrou no bar, aproximou-se do jornalista e atirou três vezes nele.

O diretor do semanário digital, Rubén Pat, disse à AFP por telefone que Chan recentemente lhe contou ter recebido ameaças e que pediu proteção às autoridades, sem resposta.

Chan tinha 35 anos, era casado e tinha duas filhas, segundo Pat. Trabalhava como correspondente do Playa News, cuja sede se localiza na turística Riviera Maya, vizinha do balneário de Cancún.

A última matéria enviada por ele, na sexta, foi sobre o assassinato de um simpatizante do governista PRI em uma comunidade próxima.

Esses crimes acontecem na véspera das eleições gerais de domingo, com a disputa de mais de 18.000 cargos, entre eles presidente e deputados federais.

O México é um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo. Em 2017, 11 profissionais foram mortos e, desde 2000, já são mais de 100, de acordo com números de organizações de defesa da liberdade de expressão.

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