Irã pede que empresas não se intimidem por sanções

Teerã pediu, neste sábado (30), para as empresas estrangeiras instaladas no Irã não cederem às ameaças de sanções dos Estados Unidos, e disse que conversou com as montadoras francesas PSA e Renault para continuarem suas atividades no país.

"Todas essas empresas (estrangeiras) que trabalham no Irã não devem ser intimidadas pelas ameaças americanas e devem continuar suas atividades no Irã", disse o ministro iraniano da Indústria, Mohammad Shariatmadari, em entrevista coletiva em Teerã.

"Todos aqueles que não fizerem isso, vamos substituí-los, há outros que vão investir no Irã", disse o ministro, cuja pasta inclui Minas e Comércio.

Indagado especialmente sobre os casos das fabricantes de automóveis francesas PSA (marcas Peugeot, Citroën e DS) e Renault, Shariatmadari declarou: "Até agora, não nos disseram que não continuarão" suas atividades no Irã.

"Continuam sua cooperação. Até aqui, estamos mantendo discussões (com esses grupos), e não há nada novo" afirmou.

Ao anunciar em 8 de maio que os Estados Unidos se retiravam do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano em 2015, o presidente americano Donald Trump lançou a conta atrás para restabelecer as sanções contra a República Islâmica, que tinham sido levantadas devido a este texto.

No setor automobilístico, essas sanções têm que ser restauradas em 6 de agosto.

Renault e PSA vendem cerca da metade dos novos registrados no Irã.

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