Trump volta a criticar China e diz que trabalha por relações comerciais 'justas'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas contra a China e outros aliados comerciais de seu país, ao comentar que acredita no livre-comércio, mas que prefere o comércio justo. Durante comício feito na Carolina do Sul, Trump foi enfático ao fazer críticas contra o Canadá, a União Europeia e a China, mas se disse disposto a renegociar as relações comerciais de Washington. "Eu preciso negociar com a China. Isso precisa acontecer. É o meu trabalho", disse o presidente a uma plateia lotada de apoiadores.

Em relação à China, Trump comentou que as duras políticas de seu governo nas relações comerciais com Pequim podem influenciar as conversas de paz com a Coreia do Norte. "Espero que a China não pare de nos ajudar em relação à Coreia do Norte. Se isso acontecer, seria algo 'realmente ruim'", disse o republicano. Ele reclamou, ainda, das tarifas impostas pelo Canadá e pela China sobre produtos americanos e criticou a UE ao apontar que o bloco europeu "não deixa a nossa agricultura prosperar".

Os comentários de Trump vêm na esteira de fortes turbulências nos mercados globais à medida que os investidores avaliam a possibilidade de uma guerra comercial de fato entre Washington e Pequim. No fim de semana, houve relatos de que os EUA restringiriam investimentos chineses a empresas americanas, o que afetou as bolsas de todo o globo. No início da manhã, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmou, em sua conta no Twitter, que as notícias sobre restrição de investimentos no país eram "falsas". De acordo com ele, o Departamento do Tesouro irá divulgar um comunicado sobre sua política "não especificamente sobre a China, mas sobre todos os países que estão tentando roubar a nossa tecnologia".

No fim da tarde, o diretor do Conselho de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, negou que o governo Trump estivesse estudando a possibilidade de restrições a investimentos estrangeiros. Não temos planos para impor restrições ao investimento de quaisquer países que estejam interferindo de alguma forma contra o nosso país", disse o assessor do presidente americano em entrevista à rede de TV americana CNBC.