Trump diz ter 'resolvido em grande parte' problema norte-coreano

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (15) que, depois de sua cúpula com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, "resolveu em grande parte" o problema nuclear da Coreia do Norte.

Falando com a imprensa no jardim da Casa Branca, Trump afirmou que, antes de sua posse, o ex-presidente Barack Obama havia-lhe dito que "o problema mais perigoso" para os Estados Unidos era o programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

"Resolvi este problema", declarou Trump, insistindo em que "esse problema está resolvido em grande parte".

"Assinamos um documento muito bom", afirmou.

"Mas, mais importante do que o documento, tenho uma boa relação com Kim Jong-un", completou.

"Isso é uma coisa muito importante. Agora, posso ligar para ele. Dei para ele um número muito direto. Ele agora pode me ligar se tiver alguma dificuldade. Temos comunicação", insistiu.

"As pessoas estão chocadas", continuou o presidente.

"Acharam que 'Trump vai entrar', 'vai começar a jogar bombas por todo o lado' (...) É, na verdade, o oposto", acrescentou.

Trump disse que haverá um "processo de verificação muito forte" de desnuclearização da Coreia do Norte.

"Estamos realmente no caminho de conseguir a desnuclearização, e o acordo diz que haverá desnuclearização total", afirmou.

- 'Jogos de guerra' -

Ao ser questionado sobre os abusos de direitos humanos na Coreia do Norte, limitou-se a dizer "não posso falar sobre isso".

"Só posso falar sobre o fato de que assinamos um acordo incrível. É ótimo e vai ser ótimo para eles também, porque agora a Coreia do Norte pode se desenvolver e a Coreia do Norte pode se tornar um grande país economicamente", comentou.

"Pode se tornar o que quer que eles queiram, mas não haverá armas nucleares, e elas não serão dirigidas a vocês e às suas famílias", insistiu.

"Porque não quero ver armas nucleares destruírem a família de vocês", disse Trump.

"Quando eu entrei, as pessoas acharam que iríamos provavelmente entrar em guerra com a Coreia do Norte. Se tivéssemos, milhões de pessoas teriam morrido", declarou Trump, que defendeu sua decisão unilateral de suspender os exercícios militares com a Coreia do Sul.

"Foi minha oferta. Eu os chamo jogos de guerra. Eu os odiava desde o dia em que cheguei", admitiu.

"Pagamos por isso. Pagamos milhões e milhões de dólares por aviões e tudo isso. Eu disse que queria parar isso, porque é ruim negociar e ficar fazendo isso", justificou.

"Poupamos muito dinheiro. Isso é uma coisa boa para nós", celebrou.

Trump disse ainda que gostaria que os americanos "ouvissem com atenção" quando ele fala, assim como os norte-coreanos fazem com Kim Jong-un.

"Olha, ele é o chefe de um país, e um chefe forte. Não deixa ninguém pensar nada de diferente", comparou.

"Ele fala, e o povo presta atenção. Quero que meu povo faça o mesmo", completou.

Mais tarde, depois dessa declaração inusitada, Trump disse estar brincando e que os repórteres "não entendem sarcasmo".

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