Relatório israelense expressa reservas sobre reunião Trump-Kim

Um relatório interno para o governo israelense, grande aliado da administração Donald Trump, revela as reservas do ministério das Relações Exteriores sobre os resultados da reunião entre o presidente americano e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

O documento, redigido pelo departamento de investigação do ministério israelense das Relações Exteriores, considera que a reunião de terça-feira passada apresenta "questões" sobre o compromisso norte-coreano com o desarmamento nuclear, informa o canal de televisão israelense 10.

O relatório cita "diferenças substanciais entre as declarações americanas de antes da reunião sobre a necessidade de uma 'desnuclearização completa, irreversível e verificável' e a frase do comunicado conjunto, que faz referência à 'desnuclearização completa' da Coreia do Norte", indicou a emissora.

Um porta-voz da chancelaria confirmou a autenticidade do relatório, sem revelar mais detalhes.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, felicitou, no entanto, o presidente Donald Trump e citou uma "reunião histórica que constitui um passo importante nos esforços para desnuclearizar a península coreana".

"Apesar das declarações de Trump sobre mudanças rápidas na política da Coreia do Norte, o caminho para uma mudança substancial ainda é longo e lento, se é que vai acontecer", afirma o documento citado pelo canal 10.

Apesar do tom triunfante adotado por Trump após a reunião de cúpula, o texto assinado na terça-feira em Singapura pelos dois governantes foi criticado por muitos analistas, pois o herdeiro da dinastia dos Kim se compromete apenas a uma "desnuclearização completa da península coreana".

Os termos vagos da frase, que pode ser interpretada de diversas maneiras, recupera uma promessa feita no passado, mas que não foi cumprida.

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