Justiça revoga liberdade condicional de ex-chefe de campanha de Trump

Uma juíza federal de Washington revogou nesta sexta-feira a liberdade condicional do ex-chefe de campanha de Donald Trump, Paul Manafort, acusado de tentativa de suborno de testemunha na investigação russa.

A magistrada Amy Berman Jackson revogou a liberdade sob fiança de Manafort após denúncias de que estava manipulando testemunhas no caso apresentado pelo procurador especial Robert Mueller, que investiga o possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia.

Manafort estava em prisão domiciliar à espera de seu julgamento.

Esta decisão representa uma vitória para o procurador Mueller, que afirmou que a prisão de Manafort era necessária para que não pudesse influenciar as testemunhas de seu processo.

Na semana passada, ele apresentou novas acusações contra Manafort por obstrução da justiça.

Há quatro dias, Manafort foi denunciado por ter tentado contatar duas testemunhas no caso de lavagem de dinheiro e fraude bancária, através do russo Konstantin Kilimnik para persuadi-los a testemunhar em seu favor.

Kilimnik, um ex-linguista treinado no exército com supostos laços com a inteligência russa, foi incluído na nova acusação de Manafort que os acusa de manipular as testemunhas.

Dessa forma, o número de acusados na investigação de Mueller subiu para 20, além de três empresas que também enfrentam acusações.

Trump denunciou esta investigação como uma "caça às bruxas" política e negou que tenha havido conluio com a Rússia pelos membros de sua campanha eleitoral.

Manafort responderá na Justiça por lavagem de dinheiro, fraude fiscal e bancária e lobbyi ilegal. Ele nega todas as acusações.

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