Jordânia retira polêmico projeto de lei fiscal

O novo primeiro-ministro jordaniano, Omar al-Razzaz, anunciou nesta quinta-feira (7) a decisão de retirar um polêmico projeto de lei sobre o imposto de renda, após uma semana de manifestações contra o texto.

"Depois de conversas com o Parlamento e o Senado (...), chegou-se a um acordo para retirar o projeto de lei fiscal", declarou Al-Razzaz à imprensa.

O primeiro-ministro acaba de ser nomeado após a renúncia de seu predecessor, Hani Mulqi, sob pressão das ruas, e ainda deve formar seu governo.

Segundo ele, a retirada e as conversas sobre uma nova versão do projeto acontecerão depois de formado o novo Executivo. Nenhuma data foi divulgada.

A renúncia de Mulqi e o apelo do rei Abdallah II para uma "revisão completa" do projeto de lei não bastaram para dissipar os temores de muitos jordanianos.

Todas as noites, há uma semana, mais de mil manifestantes se reuniam em Amã para pedir a retirada do texto.

O projeto previa um aumento de entre 5% e 25% dos impostos para pessoa física, com cobrança na faixa a partir de um salário anual superior a 8.000 dinares (cerca de 11.500 dólares).

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