Morre um dos últimos sobreviventes italianos de Auschwitz

Alberto Mieli tinha 92 anos e escreveu livro sobre o campo de concentração nazista

Alberto Mieli, um dos últimos sobreviventes italianos do campo de concentração nazista de Auschwitz, morreu em Roma. Em um livro, Mieli, ou, como era conhecido, 'Zi Pucchio', relatou: "Não há uma hora do dia ou da noite em que não passe pela minha mente a minha vida no campo de concentração e o que meus olhos foram forçados a ver". "Éramos judeus. Essa era nossa única culpa", escreveu Mieli, de 92 anos, que tinha o número 180060 marcado no braço.

Diversos políticos italianos homenagearam o sobrevivente de Auschwitz, incluindo a prefeita de Roma, Virginia Raggi. "Uma das testemunhas mais ativas do Holocausto na Itália nos deixou. Roma se entristece pela família e recorda Alberto Mieli, conhecido por todos como 'Zi Pucchio', capturado pelos fascistas e pela polícia secreta alemã e deportado para Auschwitz-Birkenau", disse.

No  Twitter Mara Carfagna, a vice-presidente da Câmara dos Deputados e filiada ao Força Itáli também fez referência. 

"Alberto Mieli partiu, um dos últimos sobreviventes do inferno de Auschwitz. Eu tive o grande privilégio de conhecê-lo e de escutar sua história. Temos o dever de não nos esquecermos dela", escreveu nas redes sociais. 

A líder do partido na Câmara, Mariastella Gelmini se manifestou sobre o legado de 'Zi Pucchio', como era conhecido. "Mieli era uma testemunha preciosa para tantos jovens e estudantes. O grupo Força Itália na Câmara dos Deputados está próximo à família e à comunidade judaica. Devemos preservar a memória para que os erros do Holocausto não se repitam nunca mais", disse.