Extremistas protestam em Berlim

Simpatizantes do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), a maior legenda de oposição do país, marcharam ontem em Berlim contra a política de imigração da chanceler Angela Merkel e “pelo futuro da Alemanha”. Em resposta, três mil pessoas organizaram outra manifestação de tom progressista. 

Organizadores da passeata da AfD previam a presença dez mil pessoas, mas reduziram as expectativas para 2.500. Apenas mil compareceram. Segundo o líder do partido em Berlim, Georg Pazderski, as pessoas ainda sentem medo de serem “estigmatizadas”. O AfD, que faz elogios à Alemanha Nazista, é visto como neonazista. Entre os participantes, as críticas à entrada de imigrantes na Alemanha era unânime. “Não pode o governo desperdiçar todo esse dinheiro em refugiados, enquanto nossos idosos vivem na pobreza”, disse Christian Neubauer, filiado à AfD. 

Em resposta ao ato da extrema-direita, cerca de três mil alemães ligados aos setores progressistas foram às ruas. “Não deixaremos as ruas para o AfD”, declarou Nora Berneis, que lidera um movimento civil pró-imigrantes. Não houve confrontos, apesar do temor em torno da ação de movimentos antifascistas radicais.