Barista do Starbucks usa termo racista para se referir a um cliente nos EUA

Um barista do Starbucks escreveu palavra de cunho racista em copo de café de um cliente de origem latina. O incidente ocorreu em uma loja da rede na Califórnia, nos Estados Unidos. 

O homem escreveu o termo "Beaner", usado para diminuir imigrantes latinos, no copo do cliente, identificado como Pedro. O homem disse que fez o pagamento da bebida em dinheiro e crê que o termo foi escrito de maneira premeditada, já que o barista o chamou pelo nome na hora de entregar o café.

Priscilla Hernandez, que trabalha com Pedro, fez um tweet direcionado ao Starbucks comentando sobre o incidente. A rede respondeu: "Este não é o tipo de experiência que queremos oferecer".

Segundo a rede NBC, o Starbucks ofereceu um cupom de 50 dólares como pedido de desculpas ao cliente. "Eu não aceitei. É um insulto", disse Pedro. De acordo com a CNN, o homem se encontrou com um gerente regional da empresa, que pediu desculpas e garantiu que o incidente será investigado.

Caso na Filadélfia 

A detenção de Rashon Nelson e Donte Robinson, no dia 12 de abril, após uma gerente do Starbucks na Filadelfia chamar a polícia para denunciá-los enquanto aguardavam um amigo na loja sem consumir gerou indignação nos Estados Unidos e uma campanha pelo boicote.

"Não queremos nos tornar um banheiro público, mas tomaremos a decisão correta e daremos a chave para as pessoas", disse nesta quinta-feira o diretor-executivo da Starbucks, Howard Schultz, em um debate no centro de análises Atlantic Council de Washington DC.

"Todos são bem-vindos ao Starbucks. Não queremos que ninguém no Starbucks se sinta como se não pudesse ir ao banheiro porque não merece".

Rashon Nelson e Donte Robinson entraram no café e um dos homens pediu para usar o banheiro sem ter consumido. A dupla aguardava uma terceira pessoa para uma reunião de trabalho.

O pessoal da loja se negou a entregar a chave do banheiro e quando os dois se sentaram para esperar, a gerente do café chamou a polícia.

Nelson e Robinson fecharam com a Starbucks e a cidade da Filadelfia um acordo simbólico no qual receberam uma indenização de um dólar e a promessa da prefeitura de financiar com 200 mil dólares um programa para estudantes de escolas públicas que desejem se tornar empresários.

Com AFP