Islamitas apedrejam mulher acusada de poligamia na Somália

Uma mulher foi apedrejada nesta quarta-feira (9) por membros do grupo radical islâmico Shebab, que a acusaram de se casar secretamente com 11 homens - informaram os shebabs e testemunhas.

De acordo com testemunhas que pediram anonimato por medo de represálias, a condenada foi executada em público no distrito Sablale, sob o controle do Shebab e localizado na região de Lower Shabelle, cerca de 250 km ao sul de Mogadíscio.

A vítima, de 30 anos, foi apedrejada até a morte por uma dúzia de membros do Shebab com os rostos cobertos, disseram as testemunhas à AFP.

"O juiz indicou que a mulher reconheceu as acusações de que ela casou com 11 homens", informaram os shebas em um comunicado publicado em um site.

Mãe de oito filhos, ela foi presa depois de uma briga entre dois homens que alegavam ser o marido legítimo. Depois de sua prisão, outros homens também se apresentaram como maridos.

"Um dos cônjuges morreu, outro se divorciou, mas outros nove ainda eram casados" com a jovem, disse o Shebab em seu comunicado.

Afiliado à Al-Qaïda, o Shebab prometeu derrubar o governo federal da Somália e instalar um regime baseado em uma interpretação estrita da lei islâmica.

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