Soldado israelense condenado por homicídio de palestino deixa a prisão após nove meses

Um soldado israelense condenado por homicídio por ter atirado em um palestino ferido foi liberado nesta terça-feira depois de passar nove meses na prisão, anunciou o exército de Israel.

O soldado Elor Azaria foi condenado a 18 meses de prisão por ter atirado em 2016 na cabeça do palestino Abdel Fattah al-Sharif na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada.

Quando foi atingido, Al-Sharif estava no chão, indefeso.

O palestino havia sido ferido quando tentou atacar, com uma faca, um grupo de soldados israelenses.

Após a condenação, o comandante das Forças Armadas israelenses, Gadi Eisenkot, reduziu a pena em quatro meses. Em março, uma comissão de liberdade condicional determinou uma nova redução da pena.

"Posso confirmar que foi libertado", declarou à AFP uma fonte militar.

A libertação estava prevista para o dia 10 de maio, mas de acordo com a imprensa Azaria deixou a prisão dois dias antes para participar no casamento de seu irmão.

Em Israel, os presos podem ser beneficiados pela redução da pena em um terço por bom comportamento.

Elor Azaria, que tinha 19 anos no momento em que atirou no palestino, estava preso desde 9 de agosto de 2017.

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