Trump diz que falará com procurador do caso russo se for tratado com 'justiça'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou nesta sexta-feira (4) que está disposto a falar com o procurador especial Robert Mueller, que investiga o suposto conluio com a Rússia nas eleições de 2016, mas somente se for tratado com "justiça".

"Gostaria de falar (com Mueller), mas temos que assegurar que serei tratado com justiça", disse Trump à imprensa. "Gostaria de falar com ele porque não fiz nada ruim", acrescentou.

Trump tem insistido que a investigação sobre seus supostos laços com a Rússia para afetar as eleições de 2016 não passa de uma "caça às bruxas" impulsionada por funcionários do Partido Democrata irritados com a derrota eleitoral.

De acordo com o presidente, o "problema" com a equipe de investigadores de Mueller é que "temos 13 pessoas que são todas democratas. São democratas verdadeiros, e democratas furiosos. E isso não é justo".

Pouco antes, ao sair da Casa Branca, Trump havia mencionado que inclusive o próprio Mueller, que foi diretor do FBI durante uma década, "trabalhou para Obama por nove anos", em referência a seu antecessor na Presidência.

Para as eleições presidenciais de 2016, disse o presidente, "fizemos uma grande campanha. Venci facilmente, 306 contra 223 (no Colégio Eleitoral). Foi uma grande vitória. Esse foi um grande dia para o nosso país". Em número de eleitores, teve 2,8 milhões de votos a menos que Hillary Clinton.

Em março, Trump havia apontado no Twitter que a equipe de Mueller incluía "13 democratas que apoiam Hillary", mas "nenhum republicano".

A investigação conduzida por Mueller se concentra em supostos contatos que funcionários de alto escalão do comitê de campanha de Trump mantiveram com cidadãos russos.

Com esses contatos, aparentemente, o comitê de campanha de Trump esperava conseguir informações comprometedoras sobre Hillary, e os investigadores buscam descobrir se houve um conluio consciente entre as duas partes.

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