Atentado contra Comissão eleitoral deixa 12 mortos na Líbia

Ao menos 12 pessoas morreram, e sete ficaram feridas nesta quarta-feira (2), em Trípoli, em um atentado contra a sede da Alta Comissão Eleitoral Líbia (HNEC), responsável por organizar as eleições - informaram fontes das forças de segurança e do Ministério da Saúde.

Este ataque foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) por meio de seu órgão de propaganda, Amaq.

Quatro homens armados atacaram o edifício da HNEC, informou o secretário de Segurança de Trípoli, Mohamad al-Damja.

"Mataram os guardas, antes de atirar contra as pessoas que estavam no local", afirmou à AFP.

Depois, quando as forças de segurança chegaram ao local, pelo menos dois criminosos detonaram os explosivos que transportavam, completou Al-Damja.

As forças de segurança conseguiram tomar o controle da situação. O Ministério da Saúde deu o balanço de pelo menos 12 mortos e sete feridos. Antes disso, haviam sido informados 11 mortos e apenas dois feridos.

Segundo testemunhas, foram ouvidos disparos e pelo menos duas explosões nos arredores da HNEC.

Foi estabelecido um perímetro de segurança próximo ao local, que impede jornalistas e curiosos de se aproximarem.

Em um comunicado, o Governo de União Nacional (GNA) chamou a ação de "ataque terrorista".

- Não impedirão Estado de Direito -

"Este ataque covarde não evitará que o GNA continue apoiando a HNEC", informou o gabinete de Fayez al Sarraj, reafirmando seu "compromisso com (o respeito) ao processo democrático para a celebração de eleições que levem a Líbia em boa direção".

A missão da ONU na Líbia (Manul) também condenou este ataque "com a maior firmeza".

"Esses ataques terroristas não impedirão que os líbios avancem no processo de consolidação da unidade nacional e na construção de um Estado de Direito e suas instituições", acrescentou a Manul em sua conta do Twitter, pedindo "às autoridades" líbias que "persigam e levem à Justiça os autores (do ataque) o mais rápido possível".

A Líbia enfrenta o caos político desde a queda do regime de Muamar Khadafi em 2011.

Duas autoridades disputam o poder: o GNA, reconhecido pela comunidade internacional e com sede em Trípoli, e uma autoridade com base no leste do país, com o apoio do poderoso e polêmico marechal Khalifa Haftar.

Em resposta à crise, a comunidade internacional e a ONU pressionam para a celebração de eleições no país em 2018.

Considerada uma instituição independente, a HNEC organizou as legislativas em 2012 e em 2014, as primeiras depois de 42 anos de ditaduras.

ila-rb/vl/age/mb/cc/tt