Ex-assessor de Keiko Fujimori detido em operação por caso Odebrecht

A Polícia peruana libertou nesta quarta-feira (7) o ex-colaborador da líder opositora Keiko Fujimori, detido horas antes após uma arma não registrada ter sido encontrada em sua casa durante uma operação para buscar documentos sobre contribuições de campanha da Odebrecht, informou a Procuradoria.

O ex-assessor "Jaime Yoshiyama foi posto em liberdade e enfrentará investigação por suposto delito de posse ilegal de armas", destacou a promotoria em um comunicado.

A Polícia deteve aquele que foi braço direito de Keiko Fujimori durante 12 horas em uma delegacia para que esclarecesse as razões pelas quais foi encontrada uma pistola Beretta com munição em sua casa. A arma não estava registrada junto às autoridades, assim como exige a lei, razão pela qual considerou ter incorrido em crime flagrante.

A casa de Yoshiyama, ex-ministro de Energia sob a Presidência do autocrata Alberto Fujimori (1990-2000, pai de Keiko), foi revistada depois que o ex-chefe da Odebrecht no Peru, Jaime Barata, confessou ter entregue a ele e a outro assistente da política opositora uma contribuição de um milhão de dólares para a campanha eleitoral de 2011.

"A Polícia ordenou a prisão por este flagrante" de uma arma não registrada, disse o procurador José Domingo Pérez Gómez, que liderou a operação que durou cerca de 20 horas e culminou na madrugada de quarta-feira.

"É lamentável que, por esta descoberta, queiram me deter ou iniciar um processo injustamente me privando de minha liberdade", assinalou Yoshiyama em declaração divulgada nas redes sociais.

Acrescentou que essa arma foi um presente que recebeu na época em que era ministro de Fujimori.

Barata declarou a procuradores peruanos em São Paulo que, além de fundos para Keiko, a Odebrecht fez contribuições para as campanhas de 2006 e 2011 a quatro ocupantes da cadeira presidencial peruana: Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011), Ollanta Humala (2011-2016) e o atual presidente, Pedro Pablo Kuczynski.

Todos eles negaram ter recebido dinheiro da Odebrecht, o mesmo que Yoshiyama, que tem ancestrais japoneses como os Fujimori.

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