Trump promete 'contrabalançar' qualquer ingerência russa nas eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta terça-feira (6) "contrabalançar" qualquer ingerência da Rússia nas futuras eleições em seu país, durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

Embora desta forma o presidente tenha admitido a ingerência russa nas eleições presidenciais de 2016, que o levaram à Casa Branca, ele relativizou o fato, afirmando que a ação de Moscou "não teve qualquer impacto na votação".

Segundo serviços de Inteligência americanos, o governo russo executou uma operação concertada e planejada para influenciar as presidenciais de novembro de 2016 a favor de Trump, principalmente por meio de redes sociais e da difusão de "notícias falsas". 

O impacto desta campanha é difícil de medir.

Embora tenha admitido a ingerência russa no pleito, Trump também afirmou que outros países e indivíduos fizeram o mesmo. O argumento foi repetido nesta terça-feira durante coletiva de imprensa conjunta com o premiê sueco,  Stefan Löfven. 

O almirante Mike Rogers, diretor da Agência Nacional de Segurança (NSA), queixou-se em fevereiro perante o Congresso americano que não estavam sendo feitos esforços suficientes para contrabalançar os ciberataques russos.

"Penso que o presidente (russo, Vladimir) Putin chegou à conclusão de que não há risco" em realizar este tipo de ações, destacou.

"Não podemos dizer que não se fez nada, mas do meu ponto de vista, não é suficiente", acrescentou o almirante.

Para além da ingerência russa, Trump sempre negou que tivesse havido conluio entre sua equipe de campanha e o Kremlin para ajudá-lo na corrida presidencial.