EUA sancionará Rússia por ingerência nas eleições

Os Estados Unidos anunciarão em breve sanções contra a Rússia por sua ingerência nas últimas eleições  presidenciais, revelou nesta terça-feira o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.  

"Serão aplicadas", disse Mnuchin em uma audiência no Congresso, na qual garantiu que o presidente americano, Donald Trump, "apoia totalmente" as sanções. 

"Acredito que nas próximas semanas anunciaremos sanções contra a Rússia", declarou Mnuchin sem precisar a data.

Trump admitiu nesta terça-feira, pela primeira vez, que Rússia e "outros países" intercederam nas eleições presidenciais de 2016, nas quais derrotou a democrata Hillary Clinton, e se comprometeu a fazer o possível para evitar a repetição de tal ingerência.

"Certamente houve ingerência e, provavelmente de outros países e outros indivíduos", disse Trump.

Sobre a possível recorrência desta interferência, Trump afirmou que vai "enfrentar qualquer um que o faça".

"Estamos trabalhando muito duro para as eleições de 2018 (legislativas) e de 2020 (presidenciais)", declarou Trump, que nega qualquer conluio entre sua equipe de campanha e o Kremlin na campanha em 2016. 

Vários responsáveis da campanha de Trump nas eleições presidenciais de 2016 foram acusados ou já admitiram ter mentido ao FBI sobre a natureza de seus contatos com pessoas ligadas ao Kremlin, que teriam tentado favorecer o atual presidente.  

Segundo os serviços americanos de Inteligência, o governo russo realizou uma operação para influenciar as eleições presidenciais de novembro de 2016 a favor de Trump, principalmente através das redes  sociais e da divulgação de "fake news". 

O almirante Mike Rogers, diretor da Agência Nacional de Segurança (NSA), declarou ao Congresso americano em fevereiro que não se estava fazendo o suficiente para enfrentar os ciberataques russos. 

"Acredito que o presidente (russo, Vladimir) Putin chegou à conclusão de que não há risco" para realizar este tipo de ação.

"Não podemos dizer que nada foi feito, mas do meu ponto de vista é insuficiente", disse o almirante.