Protestos na Tunísia tem mais de 200 presos e 50 feridos

Manifestações se espalharam pelo país contra aumento de impostos

Ao menos 206 pessoas foram presas durante os protestos na Tunísia na noite desta terça-feira (9) e 50 policiais ficaram feridos nas manifestações, informou o porta-voz do Ministério do Interior, Khalifa Chibani.

De acordo com o representante, a maioria dos presos são jovens por furtos, destruição e saque de bens públicos. Já o premier Youssef Chahed soltou uma nota sobre os protestos e afirmou que "a violência não será tolerada" e que as "autoridades só tem a escolha de aplicar a lei".

Os protestos foram convocados pela oposição contra a alta de impostos, programada para ocorrer neste ano, e ocorrem já há dois dias.

A mídia tunisiana informou que um grupo tentou incendiar uma sinagoga em Djerba durante as manifestações. Um coquetel molotov estava sendo preparado pelo grupo, mas a ação das forças de segurança impediram o lançamento.

Os maiores atos ocorreram nas cidades de Beja, Testour, Sfax, Meknassi, Sidi Bouzid, Ben Arous, Kebili e Nefza. Já em Sousse, um famoso balneário turístico, houve um ataque contra uma delegacia de polícia, e em Khezama, houve uma tentativa de saque contra um grande supermercado local.

As manifestações, iniciadas na segunda-feira (8), devem continuar até o dia 13 de janeiro, de acordo com os organizadores. A Tunísia vive uma crise econômica desde 2011, na Primavera Árabe. Além disso, o país está em estado de emergência desde novembro de 2015, quando sofreu com uma série de atentados terroristas.