Protestos no Congo deixam 8 mortos e mais de 100 detidos

Ao menos oito pessoas morreram e cerca de cem foram detidas neste domingo durante manifestações na República Democrática do Congo contra o governo do presidente Joseph Kabila, segundo informou uma fonte da ONU à agência AFP.

Os protestos deste domingo, 31, foram convocados por ativistas católicos com o objetivo de pressionar Kabila a libertar presos políticos e desistir da ideia de concorrer a um terceiro mandato. No poder desde 2001, o presidente deveria ter deixado o cargo no final do ano passado, mas demoras para a realização de um processo eleitoral acabaram adiando a sucessão para dezembro de 2018. 

No último sábado, o governo congolês, ciente das manifestações, decidiu cortar os serviços de internet e SMS em todo o país, afirmando ser uma tentativa de evitar uma escalada da violência neste domingo. 

De acordo com Florence Marchal, porta-voz da missão das Nações Unidas no Congo, citada pela Reuters, pelo menos sete das oito mortes teriam sido cometidas por homens das forças de segurança na capital, Kinshasa. A outra morte, ainda sob investigação, ocorreu na cidade central de Kananga.

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