Presença militar ilegal dos EUA põe em questão integridade da Síria, diz ministro russo

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, espera que no próximo ano a situação na Síria continue a se estabilizar e se alcance uma solução política a longo prazo.

Existem todas as condições para a solução da crise. O exército sírio, com a ajuda da Força Aeroespacial da Rússia, derrotou o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), privando o que resta dos militantes de capacidades de combate, declarou o chanceler russo em entrevista à RIA Novosti.

"Hoje em dia, o povo sírio tem que elaborar um  novo contrato social que seria a base da Síria renovada no futuro. Ninguém tem o direito de impor a sua vontade à Síria, ditar fórmulas prontas. Somente o povo sírio, diverso no plano étnico e confessional, pode e deve decidir como viver no seu país."

A Rússia continua promovendo a iniciativa de convocação do Congresso do Diálogo Nacional Sírio, que visa implementar a ideia do diálogo sírio inclusivo, facilitar as negociações entre as delegações do governo da Síria e da oposição sob os auspícios da ONU em Genebra. No âmbito das negociações em Genebra, devem ser finalizados os acordos alcançados com base no consentimento mútuo das partes sírias quanto à reforma constitucional e as eleições sob a vigilância da ONU.

Nas negociações com os EUA, frisou Lavrov, a Rússia sempre levanta a questão da falta de legitimidade, do ponto de vista do direito internacional, da atividade militar de Washington no território sírio. Depois da derrota dos terroristas no país, a presença militar dos EUA é injustificada, sendo difícil para o governo norte-americano encontrar um pretexto para permanecer militarmente no país.

"Na prática, a presença ilegal dos soldados norte-americanos cria obstáculos reais na questão da resolução política, põe em causa a integridade do país".

Sergei Lavrov adicionou ainda que, na cooperação com os parceiros regionais e internacionais, é necessário respeitar a soberania, a independência e a integridade territorial da Síria.

Sputnik