Palestina chama decisão da Guatemala de 'ato vergonhoso e ilegal'

A exemplo dos EUA, país decidiu transferir embaixada para Jerusalém

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou a decisão de mudar a embaixada do país em Israel para a disputada cidade de Jerusalém, seguindo a decisão similar dos EUA.

A Palestina criticou a decisão da Guatemala classificando-a como um "ato vergonhoso e ilegal que vai totalmente contra os desejos dos líderes da igreja" na Cidade Santa, bem como a resolução da Assembleia Geral da ONU.

Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou o movimento durante uma reunião semanal de seu partido Likud no Parlamento.

"Deus te abençoe, meu amigo, o presidente Jimmy Morales, Deus abençoe nossos dois países, Israel e Guatemala", disse Netanyahu, comentando o anúncio do presidente guatemalteco Jimmy Morales sobre o movimento da embaixada em Jerusalém.

A Guatemala, bem como a vizinha Honduras, foram 2 dos 9 países que votaram contra a última resolução da ONU, rejeitando a decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital israelita e exigindo que todos os Estados a não reconhecerem ações ou medidas que contradizem a resoluções relevantes do órgão da ONU.

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A resolução provocou uma dura resposta do lado israelense, que se recusou a aceitá-la, com Netanyahu insistindo que Jerusalém "sempre foi, sempre será" a capital do país e observando que muitos países apoiaram o estado judeu.

O voto foi levado a cabo na sequência da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, em 6 de dezembro, de mudar sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo assim o direito de Israel à área em disputa como legal, apesar da indignação em massa pelo mundo árabe, provocando uma escalada do conflito israelo-palestino, com o Hamas anunciando o início da terceira "intifada".

No entanto, comentando a decisão da Guatemala com a Rádio do Exército, o embaixador de Israel, Matty Cohen, afirmou que nenhuma data oficial para a mudança da embaixada havia sido marcada ainda. O plano deve ser levado a cabo ao prazo de cerca de dois anos.

Durante a votação pela Assembleia Geral da ONU, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou que Washington, o maior colaborador do organismo internacional, lembraria o dia da votaçã ameaçou reter ajuda norte-americana aos países que votaram a favor.

Histórico

Antes de 1980, quando o Parlamento israelense aprovou a Lei de Jerusalém, proclamando toda a cidade como a capital indivisível de Israel, a Guatemala, bem como a Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Haiti, Holanda, Panamá, a Venezuela e o Uruguai tiveram sua embaixada na cidade em disputa.

Após a adoção da lei controversa, o Conselho de Segurança da ONU emitiu uma resolução pedindo aos países que mudem todas as suas embaixadas para Tel Aviv.

Sputnik