Rússia veta resolução da ONU sobre ataques químicos na Síria

Postura de Moscou foi criticada pelos Estados Unidos

A Rússia vetou nesta quinta-feira (16), pela segunda vez, uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para renovar o mecanismo de investigação sobre ataques com armas químicas na Síria.

O texto foi proposto pelos Estados Unidos e recebeu 11 votos favoráveis (incluindo o da Itália), dois contrários e duas abstenções. O mandato atual dos especialistas da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) termina no próximo sábado (18), e Washington pedia sua renovação por mais um ano.

A Rússia, dona de um assento permanente no Conselho de Segurança, já vetara uma resolução semelhante em 24 de outubro, alegando que preferia aguardar a publicação do relatório sobre a ação com gás sarin em Khan Sheikhun, realizada em abril passado e que matou mais de 90 pessoas.

O documento foi divulgado dois dias depois e culpou o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, pelo ataque químico - o mandatário é apoiado pela Rússia. "Que vergonha que Moscou nos tenha levado a este ponto", criticou a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley.

Segundo ela, Washington usará a força caso Assad realize novos ataques químicos, repetindo o que já ocorreu em abril passado.

Após a operação em Khan Sheikhun, os Estados Unidos bombardearam a base militar de onde teria partido a ação com gás sarin.

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais