Moscou reestrutura dívida de Caracas para progresso do comércio bilateral

A Rússia e a Venezuela celebraram um protocolo intergovernamental sobre a reestruturação da dívida venezuelana no valor de US$ 3,15 bilhões (R$ 10,4 bilhões), informa o site do Ministério da Defesa da Rússia. O novo plano de pagamento pressupõe transferências ao longo dos próximos 10 anos, com parcelas mínimas nos primeiros seis meses.

"A atenuação da carga tributária que a República obterá na sequência da reestruturação da dívida nos permitirá alocar o dinheiro libertado ao desenvolvimento da economia do país, melhorar a capacidade de pagamento do devedor, aumentará chances de todos os credores para receberem empréstimos que alguma vez concederam à Venezuela", diz-se no comunicado.

Para assinar o documento, o ministro das Finanças venezuelano, Simon Zerpa, e o ministro da Agricultura, Wilmar Alfredo Castro, foram a Moscou, comunica o jornal russo Kommersant.

Logo depois, já o vice-presidente da Economia venezuelano, Wilmar Castro Soteldo, afirmou que tal passo incentivará uma troca comercial mais forte entre Moscou e Caracas.

Em entrevista coletiva em Moscou, Castro frisou que "este novo perfil dessa dívida, com toda a certeza, vai traduzir duas coisas fundamentais".

"A primeira delas é satisfazer o conjunto de necessidades que o povo venezuelano exige, e em segundo lugar é conseguir retomar o intercâmbio comercial que conseguíamos manter nos primeiros anos de nossas relações comerciais com a Rússia", adiantou.

Não é o primeiro ano da crise venezuelana. De acordo com prognósticos do FMI, o PIB do país diminuirá 12% neste ano. No início de novembro, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a reestruturação da dívida externa do país. Esta decisão não toca as obrigações do país em relação à petrolífera estatal PDVSA.

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