Dois anos após ataque no Bataclan, França ainda enfrenta risco de ameaça de terrorismo

A França está pronta para responder aos terroristas em caso de emergência e a segurança é melhor do que era há dois anos, quando Paris foi abalada por uma série de ataques mortais, de acordo com o ministro francês do Interior, Gerard Collomb, em uma entrevista ao Le Journal du Dimanche, publicado neste domingo.

"Nós não pensamos que tal coisa poderia acontecer na França… Apesar disso, estamos preparados para [ataques]. Nossos serviços de segurança estão agora melhor equipados para detectar ameaças. Eles fazem isso todas as semanas sem atrair muita atenção para isso". Collomb apontou.

Em 30 de outubro, o presidente francês Emmanuel Macron assinou em lei a legislação antiterrorista, com elementos do estado de emergência, incluindo a extensão dos poderes dos serviços de segurança. A nova lei antiterrorista foi adotada na França na sequência dos repetidos ataques no país e provocou críticas severas de muitos franceses.

O ataque terrorista mais mortífero na história da França aconteceu em 13 de novembro de 2015, quando homens armados mataram 130 pessoas e feriram mais de 350 outros no subúrbio do norte de Paris, em Saint-Denis, em uma série de ataques coordenados. Collomb caracterizou o ataque como "o primeiro caso de assassinato em massa" na França.

>> Sputnik