Congressistas norte-americanos aproveitam ausência do presidente para provocar Pequim

O Congresso dos EUA apresentou um projeto de lei para restabelecer "um diálogo estratégico anual" com Taiwan, bem como fortalecer os laços com o seu Exército na ausência do líder norte-americano.

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, estava com uma visita de Estado na China, negociando o comércio e discutindo a crise norte-coreana, alguns legisladores do seu próprio Partido Republicano se manifestaram a favor de maiores laços diplomáticos e militares com a ilha chinesa de Taiwan, um movimento que poderia indignar Pequim.

Os deputados Michael McCaul e Robert Pittenger, sendo ambos republicanos, apresentaram à Câmara dos Representantes um projeto de Lei de Segurança de Taiwan que foi imediatamente proposto na câmara alta do Congresso, o Senado, pelo senador Tom Cotton.

O projeto procura expandir as relações militares (já bem estreitas) entre os Estados Unidos e a ilha.

Em particular, o documento propõe "restaurar um diálogo estratégico anual" entre Washington e Taiwan "para garantir a transferência regular de artigos da indústria de defesa".

Ademais, prevê também que os EUA convidem o exército taiwanês a participar dos exercícios navais da bacia do Pacífico, que envolvem 26 países e dos exercícios de combate aéreo Red Flag ("Bandeira Vermelha"), realizados em Nevada com a participação de 28 países.

Além disso, o documento "expressa o apoio do Congresso" ao plano de Taiwan de gastar 3% de seu PIB em defesa e apela a que a ilha "suspenda todos os laços econômicos" com a Coreia do Norte.

O projeto de lei também sugere "trocas diplomáticas" entre altos funcionários estadunidenses e taiwaneses.

No final de junho passado, o Departamento de Estado aprovou uma venda de armas a Taiwan no total de US$ 1,4 bilhões (mais de R$ 4,6 bilhões), o que provocou a indignação da China, que considera Taiwan como sua província.

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