Macron muda nome do "En Marche" e deixa presidência do movimento

O presidente eleito da França, Emmanuel Macron, deixou nesta segunda-feira (8) a liderança do movimento fundado por ele há um ano, o "En Marche" [Em Marcha], que mudará de nome para República Em Marcha para as eleições legislativas do país em junho. 

O anúncio foi feito hoje (8) pelo secretário-geral do movimento, Richard Ferrand, que também informou que a ex-delegada nacional do "En Marche", Catherine Barbaroux, ocupará a presidência provisória do movimento, até o congresso de fundação do novo partido, que acontecerá em julho deste ano.

Barbaroux, 67 anos, que presidirá o movimento interinamente até o congresso, era até agora delegada do "En Marche" e procedente da sociedade civil. Ela presidia a Associação pelo Direito à Iniciativa Econômica, maior entidade de microcrédito da França. Antes, foi delegada-geral para o Emprego e a Formação Profissional de quatro ministros, dois socialistas e dois conservadores.

Objetivo é fazer a maioria

Richard Ferrand confirmou que o República Em Marcha apresentará candidatos para as 557 circunscrições eleitorais. Pelo menos metade deles procederá da sociedade civil, mas o grupo não descarta abrigar nomes que decidam abandonar os partidos tradicionais franceses.

"O objetivo para as [eleições] legislativas é obter uma maioria absoluta para que Macron e seu governo tenham os meios necessários para aplicar o projeto político pelo qual ele foi escolhido", disse o secretário-geral.

Os nomes dos candidatos do República Em Marcha serão anunciados na próxima quinta-feira (11), segundo Ferrand. Eles terão alguma autonomia, mas o secretário-geral ressaltou que está montando um grupo homogêneo, coerente e eficaz para ajudar o presidente eleito em seu projeto de governo.

Ferrand disse que proibirá que os candidatos do movimento também estejam nas listas de outro partido, uma alternativa que alguns deputados atuais tinham cogitado utilizar, especialmente membros do Partido Socialista, do atual presidente do país, François Hollande.

De fora da política

O secretário-geral do República Em Marcha disse que a renovação da vida política planejada por Macron "está em marcha" e que o fato de que metade dos candidatos do movimento ser de fora da política é uma das credenciais do grupo.

"Pretendemos uma maioria de mudança. Vamos evoluir para alargar a base eleitoral, para além da que permitiu a eleição de Macron com dois terços dos eleitores", disse Ferrand. Segundo ele, 50% dos candidatos serão mulheres, um desejo de Macron. E nenhum deles terá antecedentes judiciais. O próprio Ferrand, e o possível primeiro-ministro que Macron escolher, comandarão a campanha.