Síria terá 'zonas de segurança' para esfriar conflito

A Rússia, a Turquia e o Irã, países garantidores do cessar-fogo na Síria, aprovaram nesta quinta-feira (4) a criação de quatro "zonas de segurança" onde serão proibidos "todos os tipos de hostilidades" entre rebeldes e as tropas do regime de Bashar al Assad.

A medida faz parte de um memorando assinado em Astana, capital do Cazaquistão, e prevê áreas de segurança dotadas de postos de controle e de observação nas fronteiras de "zonas de baixa tensão", uma dupla barreira para evitar confrontos entre as partes envolvidas no conflito e permitir a movimentação de civis desarmados e o acesso de ajudas humanitárias.

A localização exata desses "amortecedores" será definida até 4 de junho, mas eles devem ficar perto de Idlib, Latakia, Homs e Aleppo, os principais palcos da guerra na Síria. No entanto, os confrontos devem ser interrompidos já no próximo sábado (6).

"É um passo importante", comemorou o enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura. O acordo terá um prazo inicial de seis meses, mas, caso funcione, pode se tornar permanente. Contudo, a delegação da oposição a Assad já disse que se recusa a apoiar qualquer memorando que preveja a divisão da "integridade territorial" do país e criticou o papel do Irã como mediador.