Japão pretende assumir maior papel militar na aliança com EUA

O Japão vai assumir um papel militar mais importante na sua aliança militar com os EUA, destaca um comunicado conjunto do presidente norte-americano Donald Trump e do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

"Os EUA vão fortalecer a sua presença na região, e o Japão vai assumir funções e responsabilidades maiores na aliança", diz o comunicado.

O texto acrescenta que os dois países continuarão a implementar e expandir a cooperação na área da defesa, de acordo com as diretrizes militares EUA-Japão de 2015".

Abe e Trump também concordaram em que o Tratado de Segurança EUA-Japão inclua as ilhas disputadas de Senkaku, no mar da China Oriental, conhecidas na China como ilhas Diaoyu.

"Os dois líderes reiteraram que o artigo 5 do Tratado de Cooperação Mútua e Segurança EUA-Japão abrange as ilhas Senkaku", diz o texto e adianta que os governantes "se opõem a qualquer ação unilateral que procure minar a administração japonesa dessas ilhas".

EUA e Japão vão aprofundar a sua cooperação para salvaguardar a paz e a estabilidade do mar da China Oriental, acrescenta o comunicado.

Trump e Abe também concordaram em evitar ações que possam intensificar as tensões no mar do Sul da China.

"Os EUA e o Japão também chamam os países interessados a evitar ações que possam aumentar as tensões no mar do Sul da China, incluindo a proximidade de postos avançados, e agir em conformidade com a lei internacional", diz o comunicado.

Em setembro de 2012, o Governo do Japão comprou três das ilhas Senkaku a um suposto proprietário privado, provocando grandes protestos na China.

Em 23 de novembro de 2013, Pequim estabeleceu a Zona de Identificação de Defesa Aérea do mar da China Oriental, que inclui as ilhas Senkaku.

No comunicado conjunto foi assinalado, além disso, que Trump aceitou o convite de Abe a visitar o Japão no decorrer deste ano.