'Deutsche Welle': Trump defende laços com a China em carta a Pequim

Líderes não se falaram diretamente desde a chegada do magnata à Casa Branca

Matéria publicada nesta quinta-feira (9) pelo Deutsche Welle conta que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente chinês, Xi Jinping, onde afirma estar ansioso para trabalhar com Pequim no desenvolvimento das relações bilaterais entre Estados Unidos e China. Na carta, o republicano agradece Xi pela mensagem de congratulações enviada após a posse na Casa Branca e deseja felicidade pelo Ano Novo Lunar, quase uma semana após o fim das celebrações na China.

> > Deutsche Welle President Trump seeks 'constructive relationship' with China

Segundo a reportagem Trump afirmou estar ansioso para desenvolver "uma relação construtiva, que beneficie tanto os Estados Unidos quanto a China", disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em comunicado. O governo chinês agradeceu a carta nesta quinta-feira. "Apreciamos as saudações festivas do presidente Trump ao presidente Xi Jinping e ao povo chinês", disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Lu Kang, ressaltando a importância das relações EUA-China.

Welle afirma que a China teme as ações de Trump quanto a assuntos como a independência de Taiwan e comércio internacional. Em dezembro, o magnata desagradou Pequim ao atender uma ligação telefônica da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen. Após vencer as eleições e antes de tomar posse, Trump sugeriu que Washington poderá rever a política de "uma só China", vista por Pequim como uma garantia de que Taiwan é parte do seu território e não uma entidade política soberana. A China considera que Taiwan não tem direito a relações diplomáticas formais com outros países.

O diário alemão acrescenta que Trump também ameaçou elevar os impostos sobre as importações chinesas, acusando Pequim de desvalorizar artificialmente o yuan e roubar empregos dos americanos. O governo chinês afirmou repetidas vezes ter boas relações com a equipe de Trump. Na semana passada, o Ministério do Exterior da China disse que os dois países permanecem "em estreito contato".