Inteligência dos EUA analisa capacidade russa de 'sobreviver a ataque nuclear'

A inteligência e Comando estratégico das Forças Armadas dos EUA (STRATCOM, United States Strategic Command) estão avaliando a capacidade das autoridades russas e chinesas de "sobreviver a ataque nuclear", informa Bloomberg.

Segundo dados da agência, a análise está sendo efetuada a pedido do Congresso e iniciou-se antes de o presidente dos EUA, Donald Trupm, tomar posse. A iniciativa foi apoiada pelos principais partidos do país — Republicano e Democrata. Os senadores desconfiam das autoridades russas e se preocupam com o crescente poderio militar da China.

De acordo com Bloomberg, os diretores da inteligência nacional e do STRATCOM vão avaliar as capacidades dos dois países caso fossem atacados. A análise incluirá "localização e descrição das comunicações subterrâneas de importância política e militar".

Na sua primeira entrevista como presidente dos EUA, Donald Trump declarou que atenuação das sanções antirrussas poderia acontecer se os dois países chegassem a um acordo sobre desarmamento nuclear. Segundo Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo, tais assuntos não possuem nada em comum do ponto de vista pericial.

O acordo de desarmamento estratégico (START II, Strategic Arms Reduction Treaty) entre Rússia e EUA foi assinado em Moscou no dia 3 de janeiro de 1993. As partes concordaram em reduzir suas forças estratégicas até 2003 em dois terços. Até 2003, o número de ogivas nucleares dos acordados não deveria exceder 3,5 mil unidades.

A Rússia ratificou o acordo em conjunto com o protocolo de 14 de abril de 2000 com condição de manter-se o acordo sobre limitação dos sistemas de defesa antiaérea.

Os Estados Unidos autorizaram o documento em janeiro de 1996, mas mesmo assim o acordo em conjunto com o protocolo de 26 de setembro de 1997 não foi ratificado.

Com a saída dos EUA do acordo sobre defesa antiaérea em 13 de junho de 2002, a Chancelaria russa declarou que devido às ações de Washington, Rússia "confirma ausência de interesse dos [EUA] para que acordo START II entre em vigor".