Premier italiano deixa hospital e assina lei de união civil

Paolo Gentiloni estava internado e passou por uma cirurgia

Após passar por uma cirurgia, o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, recebeu alta médica neste sábado (14) e presidiu uma reunião do Conselho de Ministros, em Roma, que oficializou o decreto da nova lei de união civil no país.

Gentiloni ficou hospitalizado no centro policlínico Agostino Gemelli desde a noite de quarta-feira (11), quando sentiu um mal-estar voltando de uma viagem à França. Ele precisou passar por uma angioplastia, procedimento cirúrgico para desobstruir as artérias. 

O premier deixou o hospital por volta das 9h locais (6h de Brasília) de hoje, acompanhado pelo diretor do centro médico, Giovanni Raimondi. Antes de sair, ele cumprimentou a equipe que o atendeu e agradeceu os funcionários. Logo após receber alta, o premier se dirigiu ao Palácio Chigi e conduziu uma reunião de ministros que teve na pauta a assinatura do decreto da união civil, de reforma escolar e nomeações políticas. "Com os decretos legislativos de hoje, encerramos o tema da união civil. Era uma promessa, agora é uma lei", comemorou a vice-secretária do Conselho de Ministros, Maria Elena Boschi, que no governo do ex-premier Matteo Renzi era a responsável pelos projetos de reforma e de mudanças na Constituição da Itália. 

O projeto de lei de união civil foi proposto por Renzi e aprovado pelo Parlamento no ano passado, após uma longa batalha com a Igreja Católica e a bancada conservadora. A lei se tornou a primeira na Itália a versar sobre a adoção de enteados por casais gay, a equiparação de direitos civis e a autorização da união de pessoas do mesmo sexo. 

O país era o único membro da União Europeia a não possuir uma legislação específica sobre o tema. Agora, Gentiloni começará a retomar sua agenda de compromissos internacionais. Possivelmente, ele confirmará sua presença no encontro da próxima quarta-feira (18), em Berlim, com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com representantes da indústria dos dois países. (ANSA)