Ban Ki-moon pode se candidatar à Presidência da Coreia

Ex-secretário da ONU é nome para substituir Park Geun-Hye

O ex-secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon voltou nesta quinta-feira, dia 12, ao seu país natal, a Coreia do Sul, durante uma época onde o seu nome tem sido estipulado como uma das principais opções para a Presidência do país, após a ex-mandatária Park Geun-Hye ter sido afastada devido a um processo de impeachment. Recebido no principal aeroporto de Seul por uma multidão que gritava por ele, Ban Ki-moon não confirmou se anunciará a sua candidatura ao cargo, mas também não negou que irá fazê-lo.

"Eu já disse que eu estou disposto a dar tudo de mim pelo meu país e a minha determinação continua inalterada", afirmou o ex-secretário da ONU a jornalistas, ressaltando que a sua decisão sobre o assunto seria feita em breve e que, se ele aceitasse concorrer à função de presidente da nação asiática, a decisão não seria para ganho pessoal.

Com o afastamento de Park Geun-Hye no começo de dezembro do ano passado pelo Parlamento da Coreia do Sul, o país agora procura políticos para competirem a novas eleições.

Além do ex-comandante da ONU, os nomes mais cotados a anunciarem a sua candidatura são Moon Jae-in, líder da sigla da oposição Partido Democrático e que perdeu por pouco da ex-presidente em 2012, e Lee Jae-myung, prefeito da cidade satélite de Seul Seongnam. Segundo pesquisa realizada pelo instituto Gallup Corea, os três políticos estão quase empatados, com cerca de 20% da intenção dos votos cada.

Ban Ki-moon tem ao seu favor, além de outras coisas, a sua fama e repeito internacionais pelo seu cargo nas Nações Unidas. No entanto, especialistas, assim como a oposição, veem no ex-secretário-geral da instituição um político conservador e burocrático cujo posicionamento estaria alinhado ao de Park Geun-Hye em vários assuntos.

Além disso, o recente escândalo de corrupção no qual estão envolvidos dois familiares do sul-coreano também afetou negativamente a sua imagem. O sobrinho de Ban Ki-moon, Joo Kyun Bahn, e o seu irmão, Ban Ki-sang, foram incriminados por corrupção dos Estados Unidos na venda de um arranha-céu em Hanói.