Importante membro do partido islâmico é enforcado por autoridades de Bangladesh 

Mir Quasem Ali foi condenado por crimes da guerra de 1971

As autoridades de Bangladesh enforcaram um importante membro do partido islâmico neste sábado (3), por crimes cometidos durante a guerra de independência do Paquistão, em 1971, segundo o ministro da Justiça bengalês, Anisul Haq.

Uma das lideranças do Partido Jamaat-e-Islami, Mir Quasem Ali, 63 anos, foi executado na prisão central de Kashimpur, periferia da capital Dhaka, por assassinato, cárcere privado, tortura e incitamento ao ódio religioso durante a guerra.

A execução ocorreu durante ataques militantes na nação de maioria muçulmana, com destaque para o de 1º de julho, quando homens armados invadiram um café, no quartel diplomático de Dhaka, e mataram 20 reféns, a maioria estrangeiros.

Com a morte de Ali, chega a cinco o número de dirigentes do Jamaat-e-Islami executados desde que o atual governo do primeiro-ministro Sheikh Hassina criou um tribunal de crimes de guerra, em 2010. O atual governo tem atraído críticas da oposição, que afirma que o tribunal persegue seus inimigos políticos. Grupos de direitos humanos afirmam que os procedimentos dos tribunais estão abaixo dos padrões internacionais. O governo rejeita as críticas e tem apoio de muitos cidadãos de Bangladesh.

Milhares de policiais e patrulheiros de fronteiras foram colocados em Dhaka e outras grandes cidades. Os julgamentos por crimes de guerra cometidos há 45 anos dividiram o país, que sofreu, em 2013, uma de suas piores crises internas com os protestos de milhares de islamitas. Desde dezembro de 2013, cinco líderes do Jamaat, incluindo o ex-chefe do partido Motiur Rahman Nizami, e um líder do principal partido de oposição, foram executados por crimes de guerra.