Europol faz perfil e questiona relação de lobos solitários com Estado Islâmico

Últimos ataques foram feitos de forma isolada, após influência de ideais extremistas

A Europol divulgou nesta terça-feira (20) um relatório sobre a participação do grupo extremista Estado Islâmico (EI, também chamado de Isis ou Daesh) nos recentes ataques ocorridos nos Estados Unidos, na França e na Alemanha.   

De acordo com o Serviço Europeu de Polícia, apesar do Estado Islâmico ter reivindicado os ataques em Orlando, Magnanville, Nice e Wurzburg, nenhum dos quatro atentados foram planejados diretamente pelo grupo, nem apoiados logisticamente. A Europol informou que os ataques foram produzidos pelos chamados "lobos solitários", que agem de maneira independente após serem influenciados por ideias do extremismo islâmico. 

"Não há provas de que o agressor de Nice se considerava um membro do Estado Islâmico, embora tenha se radicalizado há pouco tempo e fosse consumidor de propaganda do grupo antes do ataque", apontou o relatório. Já sobre o atentado em Wurzburg, na Alemanha, a Europol disse que foi encontrada uma bandeira do califado islâmico na casa do agressor, feita à mão, mas "sua filiação ao grupo não está clara". 

O relatório apresentado hoje também mostra traços em comum na personalidade dos lobos solitários. "Frequentemente, eles sofrem de problemas mentais" que são agravados por aspectos ideológicos ou religiosos, o que os torna capazes de cometer um ataque. Na madrugada do dia 12 de junho, o jovem Omar Mateen, de 29 anos, abriu fogo contra o público da boate gay Pulse, em Orlando, matando 50 pessoas. Antes de cometer o ataque, ele disse nas redes sociais que agiria em nome do Estado Islâmico.

Logo depois, em Magnanville, na França, Larossi Abballa, de 25 anos, assassinou um casal de policiais, ação comemorara pelo EI.

Já a também francesa cidade de Nice foi palco de um massacre na noite de 14 de julho, feriado do Dia da Bastilha. O tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, matou 84 pessoas atropeladas na avenida Promenade des Anglais. Outras 200 ficaram feridas. O EI chegou a reivindicar o atentado somente 30 horas depois. 

O ataque mais recente ocorreu em Wurzburg há dois dias, quando um jovem de 17 anos invadiu um trem com um machado e feriu quatro pessoas. Apesar do Estado Islâmico assumir a autoria do ataque, Berlim negou que o grupo tenha envolvimento. (ANSA)

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