Alemanha nega que Estado Islâmico tenha ligação com ataque a trem

Também há dúvidas sobre a verdadeira origem do agressor

O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, disse nesta quarta-feira (20) que o jovem que atacou um trem em Wurzburg, no centro-sul do país, não tem nenhuma ligação com o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que reivindicou a autoria do atentado.

Segundo De Maizière, o rapaz de 17 anos se sentiu "impelido" pelo EI, mas o vídeo deixado por ele não contém nenhuma prova de filiação à milícia. Na última terça-feira (19), a "Amaq", agência oficial do Estado Islâmico, havia dito que o agressor era um "combatente" que queria vingar as operações da coalizão internacional contra o grupo.

"Mas as investigações ainda estão em curso para esclarecer as motivações [do ataque]", declarou o ministro. Além disso, também surgiram dúvidas sobre a nacionalidade do jovem, identificado em um primeiro momento como afegão. Segundo Hans-Georg Maassen, diretor do serviço de segurança interna da Alemanha, há suspeitas de que ele era paquistanês.

"Existem bons motivos para acreditar que o agressor de 17 anos tenha se registrado com uma identidade falsa", explicou. O adolescente entrara no país em junho de 2015, dizendo se chamar Riaz Khan Ahmadzai, um nome diferente daquele mencionado em seu vídeo.

Ele teria feito isso para obter refúgio mais facilmente, um estratagema utilizado por muitos imigrantes. Além disso, o jovem fala em dialeto pashto, usado também no Paquistão. O ataque em Wurzburg deixou quatro pessoas feridas, das quais três estão em estado grave. 

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