'Clarín': Mercosul debilitado, aproxima Argentina de Aliança com Pacífico

Para aumentar exportações, governo busca novos parceiros 

Matéria publicada nesta terça-feira (5) no jornal argentino Clarín, conta que para aumentar as exportações, o governo busca novos parceiros para complementar a união com o Brasil. A mudança de governo começa a ser notada na política exterior argentina. O presidente Mauricio Macri começou a orientar o país em direção à Aliança do Pacífico, o bloco econômico estrela da América Latina, que tinha sido ignorado pelo governo anterior.

A reportagem do Clarín fala que com o Mercosul paralisado, o governo argentino procura se atualizar e aproximar-se dos países que mostram as taxas mais altas de crescimento da região e o maior grau de internacionalização. A semana passada terminou com um passo concreto de Macri nesse sentido. Ele participou no Chile da reunião da cúpula da Aliança do Pacífico (AP), que reuniu os presidentes do Chile, da Colômbia, do Peru e do México. A Argentina formalizou assim sua entrada na aliança como país observador. Em Puerto Varas, no sul chileno, Macri procurou explicar que por mais que o barco tenha encalhado, ele não pensa abandoná-lo.

O jornal argentino diz que o Mercosul é uma união alfandegária que prevê o livre comércio intrazona e tarifas altas, aprovadas por todos os seus membros, para as operações com terceiros. A AP tem livre comércio entre seus membros e cada um deles tem autonomia para negociar com terceiros. A Associação de Importadores e Exportadores da República Argentina (AIERA) considera que nem tudo foi um fracasso. Aponta que de 1994 a 2014, as exportações argentinas para o Mercosul cresceram 272%, de US$ 5 bilhões para US$ 18,6 bilhões. Nesse período, as exportações de todos os países do bloco cresceram de US$ 13,1 bilhões para US$ 53,7 bilhões.