'Le Monde': União Europeia precisa de uma profunda mudança

Nesta terça-feira (10), o jornal francês Le Monde, traz um artigo escrito por quatro políticos. Jean-Christophe Cambadélis é primeiro-secretário do Partido Socialista; Bruno Le Roux é presidente do grupo socialista na Assembleia Nacional; Didier Guillaume é presidente do grupo socialista no Senado e Pervenche Berès é o presidente da delegação socialista francesa no grupo parlamentar do Parlamento Europeu e dos membros que cadeira.

O texto se inicia com a afirmação de que a Europa está caindo aos pedaços diante dos nossos olhos. Os cidadãos da UE não se sentem protegidos pela democracia e se afastam quando se sentem traídos por ela. Para os parlamentares, a Europa é incompleto e as lacunas em suas origens se tornaram insustentáveis.

Refugiados, euro, evasão fiscal, desemprego, terrorismo ... A Europa deixou de oferecer as ferramentas necessárias em caso de emergências graves como as que tem atravessado recentemente. A Europa não produziu nenhuma política econômica europeia, nem a política comum de Schengen foi reformulada em matéria de asilo, imigração e fronteiras externas.

A reportagem fala que a Europa deve adotar uma estratégia de investimentos maciços. Com um conjunto comum de direitos sociais e um orçamento à altura das suas ambições. A União fará do emprego a sua prioridade. Em seguida, pedir um imposto europeu sobre as multinacionais e harmonização fiscal para a luta contra o crime do colarinho branco (corrupção, fraude e evasão).

Defendemos uma política de migração global e responsável, incluindo uma melhor gestão das fronteiras externas apoiadas por um Código Schengen especificado. O sistema comum de asilo deve se basear na regra III de Dublin, profundamente alterada, que requer um processamento de parada única dos pedidos de asilo e uma maior harmonização dos procedimentos e direitos das pessoas que obtiverem o estatuto de refugiado.

É necessária a aplicação do princípio do comércio justo, que garante os padrões de saúde,  previdência social e ambiental.  O coração da Europa foi afetado pelos ataques, e por isto deve acelerar a sua luta contra o terrorismo. Os serviços de inteligência dos Estados-Membros devem reforçar a cooperação e as trocas de informações.

Sim, a Europa é a ferramenta essencial para recuperar a nossa soberania e enfrentar os desafios do século XXI e suas ameaças. A urgência não nos deixa outra escolha senão inovar, desde que a integração em torno da área do euro permaneça fiel ao ideal de progresso, paz e prosperidade, que são as caraterísticas da Europa social-democrata. A Europa precisa tomar o caminho mais forte em todo o mundo, que é o da democracia. Apenas uma nova reconstrução política, com base em um contrato com os europeus, vai salvar a União Europeia e garantir a sustentabilidade de seus valores. 

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https://www.lemonde.fr/idees/article/2016/05/09/pour-une-refondation-profonde-de-l-union-europeenne_4915966_3232.html?xtmc=pour_une_refondation_profonde_de_l_union_europeenne&xtcr=1