Após atentados, movimento em hotéis em Bruxelas cai 50%

País enfrenta efeito parecido com o que ocorreu em Paris

Após os dois atentados terroristas ocorridos em Bruxelas, no dia 22 de março, os hotéis da capital da Bélgica registraram uma queda de 50% na ocupação.    

Alguns deles, chegam a registrar taxas de apenas 18% de ocupação, em uma cidade conhecida por abrigar as instituições europeias e ter um alto número de estrangeiros no local à trabalho. Por causa disso, o setor de turismo está pedindo uma intervenção do governo para estimular o crescimento.    

Em entrevista ao portal "Euronews", o diretor do portal turístico "Visite Bruxelas", Patrick Bontinck, afirmou que o índice está acima do que foi registrado na França, em novembro do ano passado, e que para a cidade o problema "tem um duplo impacto" por causa do fechamento aeroporto de Zaventem.    

"As pessoas têm dificuldades para chegar à capital belga. É fácil chegar de ônibus, mas aqueles que vêm de longe não podem aterrissar em Bruxelas", ressaltou. Bontinck ainda informou que o setor de turismo é responsável por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bélgica e que emprega cerca de 50 mil pessoas.    

Os ataques foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e foram realizados por homens-bomba tanto no aeroporto de Zaventem como no metrô de Maelbeek. Ao todo, 32 pessoas morreram na ação terrorista e cerca de 300 ficaram feridas.