Maduro diz que não promulgará lei que liberta opositores

Segundo ele, a norma irá colocar criminosos em liberdade

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu o Parlamento, de maioria opositora, que não irá aprovar a Lei de Anistia, que visa a liberdade de opositores, os chamados "presos políticos", entre eles Leopoldo López.    "Estão aprovando uma lei para proteger assassinos, criminosos, narcotraficantes e terroristas", disse Maduro, em pronunciamento no Palácio de Miraflores, em Caracas.    

"Tenham certeza de que esta lei por aqui não passa, que o saiba a direita nacional e internacional, leis para amparar terroristas e criminosos não passam por aqui", acrescentou o líder chavista.    

Na última terça-feira, dia 29, o Parlamento aprovou a medida, defendida desde as eleições legislativas, no ano passado. A norma quer libertar mais de 70 opositores detidos, especialmente durante os protestos contra o governo de Maduro realizados em fevereiro de 2014.    

Entre eles está López, que foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão por associação criminosa, incêndio, danos à propriedade pública e instigação da violência durante as manifestações, que deixaram 43 mortos e milhares de feridos. Organizações de direitos humanos pedem sua libertação imediata, denunciando que ele passou por um processo judicial injusto. A lei precisa, no entanto, da promulgação do presidente para entrar em vigor.