'El País': Parlamento aprova anistia a presos políticos da Venezuela

Nicolás Maduro advertiu que não será promulgada a lei que beneficia opositor Leopoldo López

Matéria publicada nesta quarta-feira (30) no El País, conta que a oposição surpreendeu o Governo de Nicolás Maduro. A agenda legislativa da Assembleia Nacional da Venezuela foi modificada de forma repentina na terça-feira (29) para incorporar a discussão em segunda instância e a aprovação da Lei de Anistia e Reconciliação, que beneficiará 78 presos políticos.

Segundo a reportagem, após sete horas de debate, a proposta da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática foi sancionada. O Parlamento, dominado pela oposição, discutiria essa legislação na quinta, mas a deputada Delsa Solórzano propôs sua inclusão no debate. O bloco da situação criticou a manobra opositora por não estar prevista na ordem do dia da sessão do Parlamento venezuelano. 

O jornal espanhol ressalta que o chavismo qualificou a lei como um “disparate” e se negou a lhe oferecer um voto a favor. “A anistia é um esquecimento sem reparação às vítimas”, disse o deputado governista Padro Carreño. A libertação dos presos políticos eleva a tensão no país. A reputação do Governo venezuelano é questionada pelos encarceramentos de políticos, que se tornaram mais frequentes desde os protestos contra o presidente em fevereiro e março de 2014. Os dirigentes opositores Leopoldo López, Daniel Ceballos, Manuel Rosales e Antonio Ledezma foram presos por supostamente instigar o ódio e conspirar contra o Governo.