'The Guardian': De Trump a Merkel,o mundo está dividido entre o medo e a liberdade

O candidato republicano e a chanceler alemã são pólos opostos na luta destes tempos

Matéria publicada nesta segunda-feira (7) no The Guardian, analisa que dois dos principais conceitos definem a luta política no Ocidente hoje. Um pode ser chamado de "globalismo", que atualmente é o mais proeminente, representado pela chanceler alemã, Angela Merkel. O outro é o "territorialismo", uma visão representada por Donald Trump, possível candidato republicano para as eleições norte-americanas, em novembro.

No centro do debate está o significado das fronteiras: devem ser abertas ou rigidamente controladas? Elas são um obstáculo para o fluxo livre e produtivo de ideias, pessoas, bens e informação e devem, ser fiscalizadas? Ou as fronteiras enormes de boas-vindas seriam indispensáveis como uma proteção contra todos os tipos de ameaças reais, terrorismo ou concorrência?

Para globalistas, como Merkel, a interconexão é uma coisa boa porque é o que impulsiona o progresso rumo a uma maior prosperidade e liberdade. Para territorialistas, como Trump, interconectividade é sinônimo de ameaça. O que é bom e saudável é atribuído aos nativos e o que é perigoso vem de fora: a concorrência chinesa é injusta, imigrantes são perigosos, assim como mexicanos e os terroristas do Oriente Médio.

O homem que pode ser o próximo presidente dos Estados Unidos propõe fechar partes da internet para que os terroristas não possam utiliza-la para recrutar. A resposta do territorialista ao abuso de liberdade e abertura das fronteiras é usar a força no exterior e interromper o fluxo de pessoas ou informações. Trump quer construir "o maior muro que você já viu" na fronteira entre os EUA e o México, para manter os imigrantes ilegais fora.

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