Italianos raptados na Líbia voltam para casa

Gino Pollicardo e Filippo Calcagno ficaram 8 meses como reféns

Libertados após cerca de oito meses como reféns na Líbia, os cidadãos italianos Gino Pollicardo e Filippo Calcagno desembarcaram em Roma neste domingo (6), onde foram recebidos por familiares e pelo ministro das Relações Exteriores Paolo Gentiloni. 

Os dois haviam sido raptados em julho de 2015 em Mellitah, no norte do país africano, ao lado de Salvatore Failla e Fausto Piano. O grupo trabalhava para a construtora italiana Bonatti e foi pego perto de uma unidade da estatal italiana de petróleo ENI. 

Em seu depoimento à polícia italiana, Pollicardo e Calcagno contaram que estavam sob poder de um grupo jihadista, mas aparentemente sem ligações com o Estado Islâmico (EI), que vem se expandindo na Líbia. Os dois só conseguiram fugir após um episódio trágico: a morte de Failla e Piano, usados como "escudos humanos" durante um confronto entre a polícia e os criminosos na cidade de Sabrata, onde eram mantidos como prisioneiros. 

Na última quarta-feira (2), os "carcereiros" levaram Failla e Piano para supostamente transferi-los a uma nova prisão, plano que acabou em tragédia. Desde então, Pollicardo e Calcagno ficaram sem água e comida, então decidiram arrombar a porta da cela onde estavam. 

Em seguida, os sobreviventes acabaram nas mãos do Conselho Militar de Sabrata, milícia local que aceitou devolvê-los à Itália, apesar de suas divergências com o governo de Trípoli. (ANSA)

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