Pela 1ª vez, Sanders ultrapassa Hillary em âmbito nacional

Sondagem mostra placar de 47% a 44% para o senador por Vermont

Pela primeira vez desde o início da corrida eleitoral pela Casa Branca, uma pesquisa mostra o senador por Vermont Bernie Sanders na frente da ex-secretária de Estado Hillary Clinton em âmbito nacional.    

Encomendada pela rede "Fox News", a sondagem projeta o pré-candidato autodeclarado socialista com 47% das intenções de voto, contra 44% da ex-primeira-dama. Em janeiro, esse placar era de 49% a 37% a favor de Hillary.    A pesquisa foi realizada entre 15 e 17 de fevereiro, ouviu 429 eleitores democratas e tem margem de erro de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o levantamento, a ex-secretária perdeu espaço entre as mulheres (-25 pontos) e os brancos (-13 pontos), mas manteve sua força entre os negros.    

Sanders também teria mais chances de ganhar, de acordo com a sondagem, em um eventual embate com o republicano Donald Trump: 53% a 38%. Já Hillary venceria por 47% a 42%. A vantagem do senador reside nos eleitores "independentes", que se mostram mais propensos a votar em Sanders contra o magnata do que na ex-primeira-dama.    

O senador vem de uma contundente vitória sobre a ex-secretária na primária de New Hampshire, após quase ter empatado com ela no caucus de Iowa, que abriu a corrida eleitoral democrata. Neste sábado (20), os dois se enfrentam em Nevada, estado com forte presença latina e onde as pesquisas apontam para uma disputa acirrada.    

Tido como azarão, Sanders passou a ameaçar a candidatura da então favorita Hillary com um discurso fortemente contrário à concentração de renda no país e à influência de Wall Street na política norte-americana. A ex-secretária tem grupos financeiros como alguns de seus principais doadores, enquanto o senador arrecada a maior parte de seu dinheiro com pessoas físicas.    

Entre os pilares de sua campanha estão a universalização do sistema público de saúde, tornar gratuito o ensino universitário, elevar o salário mínimo e aumentar os impostos sobre bilionários e sobre a especulação financeira - esta última proposta seria uma das formas de financiar as anteriores.