'La Nación': Macri ainda aguarda diagnóstico médico para saber se poderá ir a Davos

Matéria publicada nesta segunda-feira (18), no La Nación, por Carlos Pagni, fala que Mauricio Macri espera uma posição de seus médico para que possa viajar para Davos e participar do Fórum Econômico Mundial. Os médicos realizarão estudos definitivos para determinar se o hematoma de uma de suas costelas corre algum risco durante o vôo. Enquanto espera o diagnóstico, e sem ar condicionado para evitar espirros, ele lê "O filho de César". Trata-se de um romance histórico de John Williams, onde conta a luta de Octavio, o primeiro imperador a libertar Roma de intrigas, corrupção e conflitos entre facções, tornando-a o centro do mundo.

O aborrecimento de Macri por seu acidente é compreensível. Ele pretende oficializar em Davos a recuperação econômica da Argentina. Depois de 12 anos da soberania isolada de Kirchner, Macri pretende se reconectar com as redes globais de financiamento e investimento. Uma operação está pendente desde 2001.

Na agenda de Macri, já estão marcados 35 encontros com estadistas, empresários e banqueiros. Alguns, em particular, são muito importantes: com Joe Biden, o vice-presidente dos Estados Unidos, e John Kerry, o ministro das Relações Exteriores desse país. Estas entrevistas serão preparatórias para o encontro com Barack Obama durante a cúpula sobre energia nuclear convocada para março, e para a possível visita do presidente americano a Buenos Aires. 

Segundo a reportagem, eles também têm um papel mais imediato, já que Washington entende a importância do acordo com os redutos para a consolidação do jogo político que se iniciou com a derrota eleitoral de Kirchner.

Se puder viajar, Macri terá alguma exclusividade. Em Davos, haverão apenas quatro presidentes latino-americanos: Enrique Peña Nieto (México), o colombiano Juan Manuel Santos e do Peru Ollanta Humala, além dele. Dilma Rousseff e Michelle Bachelet enviarão seus ministros das Finanças.

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