Ataque em Burkina foi vingança contra França, diz Al Qaeda

Ação em hotel da capital Uagadugu deixou mais de 20 mortos

O braço norte-africano da Al Qaeda declarou que o ataque contra um hotel em Uagadugu, capital de Burkina Fasso, foi uma "vingança" contra a França e os "infiéis ocidentais".

No comunicado em que reivindica o atentado, a Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) diz que a ação foi conduzida por combatentes do "batalhão" Al Mourabitoun, liderado por Mokhtar Belmokhtar, responsável por em sequestro que deixou 21 mortos em um hotel do Mali em novembro passado.

Em Uagadugu, fica uma base das forças especiais francesas da operação Barkhane, lançada por Paris para enfrentar o terrorismo em toda a região do Sahel, na África Subsaariana. Segundo a Embaixada do país europeu em Burkina Fasso, o ataque ao hotel Splendid deixou pelo menos 27 mortos de 18 nacionalidades diferentes.

Na noite da última sexta-feira (15), jihadistas explodiram dois carros-bomba na entrada do local e o invadiram, mantendo mais de 100 reféns durante horas. Além disso, eles sequestraram também o restaurante adjacente, o Cappucino Cafè. Segundo o governo, todos os três terroristas foram mortos.

"A situação está globalmente sob controle. Mas é possível que tenha alguém infiltrado em algum lugar", disse o primeiro-ministro Paul Kaba Thieba.

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