'NYT': Discurso otimista de Obama contrasta com visão republicana sobre os EUA

Matéria publicada nesta quarta-feira (13) no The new York Times, comenta que em 48 horas, os norte-americanos estarão diante de duas visões completamente distintas sobre os Estados Unidos sob a gestão de Barack Obama, e definirão o debate sobre o futuro do país, neste ano de eleição presidencial e mais além. 

O país descrito pelo presidente na noite de terça-feira (12), em seu último discurso sobre o Estado da União, é a nação mais poderosa do planeta e está de novo em ascensão, com mais empregos, um sistema de saúde melhor e inovações deslumbrantes. Ainda que restem desafios sérios a enfrentar, é um país à beira de um progresso ainda maior.

Segundo a reportagem, o país que os pré-candidatos presidenciais republicanos descreverão em seu debate na noite de quinta-feira (14) é mais sombrio, uma grande potência em decadência, que perdeu terreno em um mundo perigoso, abriu mão de sua autoridade e liderança junto a aliados e inimigos igualmente, e reduziu a liberdade e as oportunidades, em casa. 

A visão que o público considerar como mais crível ajudará a determinar quem sucederá Obama em janeiro do ano que vem, e determinará os rumos do país pelos quatro anos seguintes. Por meses, os republicanos, liderados por Donald Trump, vêm explorando o profundo descontentamento do eleitorado, e Obama decidiu usar a mais proeminente plataforma oferecida pela política dos Estados Unidos para contra-atacar. "Esta noite, o presidente Obama descreveu a nova aurora dos Estados Unidos, em resposta ao discurso negativo que os candidatos republicanos vêm empregando ao longo dos últimos 12 meses", disse Jon Favreau, antigo redator-chefe dos discursos de Obama. "De Reagan a Clinton a Obama, as pessoas jamais elegeram um presidente pessimista, que fala dos Estados Unidos como se o país fosse um filme de Mad Max".

Mas os republicanos afirmaram que Obama teria dificuldade para convencer o público com um quadro róseo que conflita com as percepções e experiências da audiência. A detenção pelo Irã de 10 marinheiros de barcos de patrulha da marinha norte-americana, no Golfo Pérsico, horas antes do discurso, ofereceu munição oportuna para os argumentos republicanos de que a diplomacia do presidente para com Teerã é um equívoco, e que serviu para solapar o poder dos Estados Unidos. "Os norte-americanos acordam a cada dia diante de ainda mais más notícias, e de um mundo em constante crise", disse Mark Dubowitz, diretor-executivo da Fundação para a Defesa das Democracias, um instituto de pesquisa cujo foco é a segurança nacional. 

"A liderança norte-americana está em declínio e o mundo vive um completo colapso, com mulás iranianos, ditadores russos e radicais islâmicos em ascensão. Não há discurso sobre o Estado da União, por mais eloquente, que consiga explicar essa dura realidade." 

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