Com Macri, Argentina volta a negociar com abutres nesta quarta

O governo argentino retoma nesta quarta-feira (13) as conversas com a Justiça norte-americana sobre os chamados "fundos abutres", mas desta vez sob a liderança de Mauricio Macri. Investidores mundiais estão atentos para ver o rumo que as negociações devem tomar.    

Macri disse na véspera, em coletiva de imprensa, que quer encerrar este "tema de conflito". "Amanhã mostraremos que houve uma mudança aqui, que temos outra visão sobre as dívidas e que queremos deixar de ser um país devedor." 

"Queremos deixar de ser um país catalogado como inadimplente. Queremos encerrar o assunto e buscar uma solução. Queremos ser um país com boas relações com o mundo inteiro", concluiu.    

A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou em junho de 2014 o recurso apresentado por Buenos Aires para revisar a ordem de pagamento dos títulos da dívida pública argentina, comprados quando o país declarou moratória, em 2001, não renegociados, e ordenou seu pagamento. 

Os "abutres" não aceitaram o acordo proposto pelo governo de Cristina Kirchner de pagar um valor renegociado. A ex-mandatária, por sua vez, acusava os fundos de tentar extorquir o governo.    

Os outros 92% de credores, no entanto, concordaram em receber valores menores e perdoar os juros, mas só podem ser pagos após os fundos de investimentos.    

Com moratória técnica por conta dos tramites judiciais, Macri quer articular um acordo, a fim de voltar a tomar empréstimos no exterior para financiar obras públicas, sua estratégia para retomar a economia local.    

Em meio à guinada na direção das negociações, o Ministério da Fazenda e Finanças da Argentina irá escolher uma nova equipe de advogados como primeiro passo para retomar as negociações com os credores externos de sua dívida externa.

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