Trump tentará ofuscar Cruz em novo debate republicano

Senador ameaça magnata em votação de primárias em Iowa

Os pré-candidatos republicanos voltam a se enfrentar na noite desta terça-feira, dia 15, em Las Vegas. Enquanto o magnata Donald Trump está à frente das pesquisas, a imprensa local aposta que Ted Cruz deve ser o alvo de ataques da noite.    

Além de ter substituído Ben Carson na segunda posição nas pesquisas, Cruz ameaça os demais candidatos, especialmente o empresário, nas primárias de Iowa, o primeiro estado a realizar a votação, dentro de seis semanas.    

Em mais uma declaração polêmica em sua conta no Twitter, Trump disse que o senador do Texas "vai falhar como todos os outros.  Vai ser fácil!".    

Trump chamou a atenção da mídia mundial recentemente por dizer que iria banir a entrada de muçulmanos no país após o ataque em San Bernardino, Califórnia, que deixou 14 mortos. A questão da segurança nacional é uma das razões pela boa colocação de Trump nas pesquisas.    

Segundo sondagem feita em parceria por "NBC News" e "Wall Street Journal", Trump tem cerca de 27% das intenções de votos, seguido por Cruz, 22%, Marco Rubio, 15% e Ben Carson, que perdeu 18 pontos desde o último debate, 11%.    

O debate, que será transmitido pela emissora norte-americana "CNN", é o primeiro em mais de um mês, após os atentados em Paris e na Califórnia. Sondagens - Uma vitória de Trump nas primárias pode ser um revés para os Republicanos nas urnas. Ainda segundo sondagem realizada por "NBC News" e "Wall Street Journal", a provável candidata Democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, venceria tanto Trump quanto Cruz. Ela ganharia do magnata por cerca de 10 pontos, com 50% contra 40%, e do senador por 48% a 45%.    

A ex-primeira-dama, que lidera as pesquisas sobre as primárias do partido governista, perderia para Marco Rubio e Ben Carson, no entanto. O neurocirurgião estaria 1 ponto à frente (47% contra 46%). Rubio teria melhor resultado, vencendo por 3% (48% contra 45%). A pesquisa, que tem uma margem de erro de 3,36%, consultou mil adultos entre 6 e 9 de dezembro.