'NYT': Prisioneiro com esquizofrenia é brutalmente assassinato por guardas  

A prisão de segurança máxima Clinton Correctional Facility, em NY, está sob investigação

Matéria publicada nesta segunda-feira (14), no The New York Times, conta que os condenados a cumprir pena na penitenciária Clinton Correctional Facility já sabem que após cruzar seus muros e grades, uma infinidade de coisas ilegais podem acontecer. Os presos falam de emboscadas realizadas por guardas e espancamentos, além de insultos raciais, e caso se machuquem gravemente, são levados para confinamento em solitárias, até que as lesões tenham se curado o suficiente para evitar suspeitas. Uma história em particular, tem sido investigada ao longo dos últimos anos, como uma espécie de parábola da brutalidade e injustiça em seus blocos de celas. Leonard Strickland era um prisioneiro com esquizofrenia que entrou em uma discussão com os guardas, e acabou morto.

A reportagem fala que segundo os relatos dos detentos, os guardas se uniram para assassina-lo de forma tão brutal,  que ele mal conseguia se mover. Os guardas negam isso, dizendo que agiram apenas em legítima defesa e fizeram o que era necessário para controlar um prisioneiro que estava fora de si. Mas o que veio a seguir é indiscutível. Em um vídeo de segurança obtido pelo The New York Times, o Sr. Strickland é visto algemado, quase inconsciente e sendo arrastados pelo chão por oficiais, enquanto uma enfermeira da prisão está de pé, ao lado e não fez nada. Enquanto ele ainda estava vivo, de bruços no chão, quase morrendo, podia-se ouvir os gritos dos guardas: "Pare de resistir." No momento em que chegou uma ambulância, os médicos encontraram o corpo do Sr. Strickland gelado,  coberto de cortes e contusões e sangue escorrendo de suas orelhas. O caso que aconteceu em 2010 se encaixa em um padrão preocupante de espancamentos selvagens por oficiais de prisões por todo o Estado de Nova York. 

A morte do Sr. Strickland foi brevemente publicada em jornais locais, e provavelmente teria sido esquecida por todos, mas a fuga de dois assassinos de Clinton em junho atraiu a atenção extraordinária para a prisão de segurança máxima, e os detalhes sobre seu funcionamento interno, guardados a sete chaves começaram a ser descobertos. Investigações realizadas,  revelaram graves falhas de segurança que tornaram possível a fuga, bem como espancamentos por guardas durante os interrogatórios. As autoridades estatais disseram que estão investigando as alegações de abuso, mas há pouco para indicar qualquer resultado.